Leonardo Ota : Diário de um meditante

Não se apegue ou rejeite os pensamentos

Prática de meditação do dia 25/08/17

Hoje vou compartilhar sobre a prática de meditação das instruções sobre cortar os pensamentos sobre o passado, presente e futuro e não se apegar ou rejeitar os pensamentos do livro The Royal Seal of Mahamudra.

Manhã

Meditei sobre duas instruções, engraçado como parece que vai ficando mais completo, mas aliando a leitura com a prática, fica mais fácil, pois você vai cada vez se familiarizando mais.

Também estou criando o hábito de escrever após a meditação, assim posso compartilhar mais detalhes, pois está fresco na mente.

A instrução vem do seguinte trecho do livro:

“Como disse o Senhor Lhatsewa na citação acima, o movimento dos pensamentos é intangível: não se pode agarrar o soprar de uma brisa simplesmente o segurando. Isto não é como fechar uma porta de um cômodo depois de colocar pessoas ou gado dentro. Então, os movimentos da mente na forma de pensamentos não devem nem ser bloqueados nem, em função de um julgamento negativo sobre eles, nem ser rejeitados, com ideias como “se pelo menos eu não estivesse pensando”.”

Aqui ficou claro, todos os pensamentos que surgirem, nós observamos, mas deixamos eles irem, sem agarrará-los ou rejeita-los. Apenas deixamos eles irem sem se engajar neles.

Como foi na minha experiência?

Toda vez que um pensamento surge, eu reconheço ele, observo e não me engajo nele. Para não me engajar, eu procuro relaxar novamente no foco da instrução anterior que é a de repousar na tranquilidade da mente, na quietude. Não é fácil, mas é o que procuro fazer.

Talvez fique mais fácil de compreender explicando de outra maneira. Por exemplo, se engajar ou se apegar a um pensamento, seria assim “nossa eu preciso programar aquela viagem”, ai você reconhece e observa que é só um pensamento, então se engajar ou se apegar, seria entrar nessa história, pensando em como seria a viagem, o que precisaria ser programado ou planejado, assim por diante.

Aqui, o treinamento é ir além do apego ou aversão aos pensamentos, então nos familiarizamos a deixa-los irem naturalmente.

Um ponto legal que acontece comigo, é que ao reconhecer e observar um pensamento, ele naturalmente perde força, pois naquele momento ele é reconhecido apenas como um pensamento e não rola uma identificação muito rígida ou sólida. Treinar esse reconhecimento e observação dos pensamentos é fundamental para deixar de se identificar de maneira tão sólida com eles.

Uma grande mestra da linhagem Drukpa disse que “o problema não são os pensamentos, mas sim nossa identificação com eles, nos identificamos e tornamos eles muito reais e sólidos.”.

Nota mental, não pense sobre o passado, presente ou futuro, mas repouse a mente na quietude. Qualquer pensamento que surgir, não se apegue ou rejeite, mas deixe-os ir como uma brisa.

 



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